Notícia

Dólar opera em queda, abaixo de R$ 3,40, com otimismo sobre referendo


O dólar opera em queda nesta segunda-feira (20), abaixo de R$ 3,40, reagindo a menores preocupações com a possibilidade de o Reino Unido deixar a União Europeia (UE) após pesquisas mostrarem maior apoio à permanência antes do referendo desta semana. Uma eventual saída poderia reduzir a disposição dos investidores de assumirem riscos, prejudicando mercados emergentes como o Brasil.

Às 14h09, a moeda caía 0,65%, a R$ 3,3978 na venda. Veja a cotação do dólar hoje. Na mínima do dia, foi a R$ 3,3737. A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 3,40 foi no dia 8 de junho, a R$ 3,3697.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h09, queda de 1,16%, a R$ 3,3806

Às 10h, queda de 1,17%, a R$ 3,3802

Às 10h40, queda de 0,74%, a R$ 3,3949

Às 11h20, queda de 0,92%, a R$ 3888

Às 12h, queda de 1,08%, a R$ 3,3821

Às 12h40, queda de 0,93%, a R$ 3,3886

Às 13h30, queda de 0,77%, a R$ 3,3938

O mercado segue atento à diminuição das expectativas pela saída dos britânicos da UE, o que levou a libra a registrar sua maior alta diária em 7 anos, além de impulsionar os mercados asiáticos e os preços do petróleo.


A percepção de que a campanha pela saída vem perdendo ímpeto já havia levado a norte-americana a recuar 1,43% na sessão anterior.


"Houve uma virada positiva no sentimento sobre o referendo nos últimos dias e as últimas pesquisas parecem confirmar essa melhora", disse à Reuters o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.


Segundo a agência, três pesquisas de opinião no sábado (18) mostraram liderança da opção "ficar", tendência oposta à vista no início da semana passada. Operadores temem que eventual saída possa golpear a economia global e reduzir a disposição dos investidores de assumirem riscos, prejudicando mercados emergentes.


No Brasil


Com isso, o dólar voltou a recuar abaixo dos R$ 3,40, após furar essa barreira pela primeira vez em quase um ano no início deste mês diante de apostas de que o Banco Central estaria menos propenso a intervir no mercado sob a batuta de Ilan Goldfajn.


O Banco Central não intervém no mercado desde o último dia de negócios de maio, quando realizou o costumeiro leilão de linha para rolagem que pratica em fins de mês, e não oferta swaps reversos - que equivalem a compra futura de dólares - desde 18 de maio.


"Se o BC continuar ausente e não tivermos grandes sustos, o dólar pode até buscar patamares mais baixos", disse à Reuters o operador de um banco internacional.


Ele mencionou como fatores que podem levar o dólar a retomar a alta novas denúncias de figuras importantes do governo do presidente em exercício Michel Temer. Escândalos recentes vêm alimentando preocupação com a credibilidade e a capacidade do governo, que já perdeu três ministros, de aprovar medidas de ajuste fiscal no Congresso Nacional.


Último fechamento


O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (17), com expectativas do mercado de que perdeu força a possibilidade de o Reino Unido deixar a União Europeia. A moeda norte-americana caiu 1,43%, a R$ 3,4203 na venda.


Na semana passada, o dólar recuou 0,3%. No mês de junho, tem queda acumulada de 5,3%. Em 2016, a moeda recua 13,3%.


Fonte: Globo

20/06/2016

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