Notícia

Trabalhadores enfrentam dificuldade para conseguir seguro-desemprego


Receber a notícia de não fazer mais parte do quadro de funcionários de uma empresa é sempre algo inesperado, principalmente agora que o País enfrenta uma grave financeira, que só tem contribuído ainda mais com o crescimento do desemprego.


Mas, se antes, o trabalhador formal recorria ao seguro-desemprego para tentar manter as contas em dia, até conseguir uma recolocação no mercado de trabalho, agora, o desafio tem sido outro. Há casos de trabalhadores que estão há meses desligados, mas que, por enquanto, ainda não conseguiram nem agendar o atendimento para receber o benefício.


Esse é o caso da moradora de Cubatão, Lidiane Bezerra, 33 anos, que prestava serviços uma operadora de plano de saúde. Desligada em 18 de junho, ela conta que até agora não conseguiu agendar atendimento para receber o seguro-desemprego. E o pior é que a data mais próxima é só daqui há seis meses.


“Fui dar entrada no Fundo de Garantia ainda em junho e, quando levei a documentação no Poupatempo, me informaram que precisaria recorrer ao Ministério do Trabalho”, comenta.


Porém, assim que chegou ao Ministério do Trabalho, Lidiane voltou a ser surpreendida. “Informaram que o agendamento só poderia ser feito pela internet ou pelo telefone”.


Depois de várias tentativas por telefone, todas mal sucedidas, Lidiane decidiu recorrer à internet. E foi lá, na página do Ministério do Trabalho, que descobriu que só há data disponível para atendimento a partir de janeiro de 2017. “Como vou ficar aguardando seis meses para dar entrada neste benefício. Com essa demora, já estarei até trabalhando”.


Situação semelhante vive a auxiliar administrativa Renata Fernanda Alves Fantucci Gonçalves, de 29 anos. Moradora de Santos, ela trabalhava em uma empresa terceirizada do Porto de Santos e, além de não ter recebido a rescisão trabalhista, está desde fevereiro aguardando o saque do FGTS e do seguro-desemprego.


“Tive que entrar com uma ação na Justiça para, pelo menos, sacar esses benefícios. Ganhei a ação só que até agora ainda não conseguir dar entrada no Ministério do Trabalho. Pela internet só tem data para o ano que vem e por telefone, a data mais recente que consegui foi em outubro, que ainda é longe”, comenta.


Enquanto não consegue recolocação no mercado, o jeito tem sido priorizar algumas despesas em detrimento de outras. “Moro com meu marido e com minha mãe e a sorte é não ter que arcar com aluguel. Se ainda tivesse essa despesa não sei como seria”.


A Reportagem simulou um atendimento no site do Ministério do Trabalho e constatou que na página não há data disponível para esse ano. Somente a partir de janeiro é possível reservar um horário.


Procurado na quarta (6), sexta (8) e na manhã desta segunda-feira (11), o Ministério do Trabalho não respondeu aos questionamentos da Reportagem


Fonte: A TRIBUNA

113/07/2016

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